Líder José Agripino lamenta morte de Eduardo Campos

13 de Agosto de 2014

Foto: Divulgação
eduardo campos

Líder democrata definiu o ex-governador de Pernambuco como “grande lidierança político do Nordeste”

Líder José Agripino lamenta morte de Eduardo Campos

Líder democrata definiu o ex-governador de Pernambuco como “grande lidierança político do Nordeste”

O presidente nacional do Democratas e o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), lamentou a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos, na manhã desta quarta-feira (13), em Santos (SP), em um acidente aéreo. Em nota, Agripino afirma que o Brasil vive um momento de estupefação e chamou Eduardo Campos como “uma grande liderança política do Nordeste’.

Coordenador de campanha do candidato Aécio Neves (MG) à Presidência da República, Agripino informou que a agenda do tucano, nesta quarta-feira (13), no Rio Grande do Norte e Paraíba foi cancelada. Agripino e Aécio Neves seguem para São Paulo.

“Em uma hora como esta é até difícil falar. O Brasil vive um momento de estupefação pela perda do homem público que foi Eduardo Campos, uma grande liderança política do Nordeste. Lamentamos profundamente a perda irreparável para família e para os brasileiros. Nossa solidariedade aos familiares e amigos de todos aqueles que o acompanhavam no voo”, diz a nota.

Biografia
O jatinho que levava Eduardo Campos saiu do Rio de Janeiro em direção a Santos, no litoral paulista. O socialista , de 49 anos, foi governador de Pernambuco e era candidato à Presidência do Brasil pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) junto com a ex-ministra Marina Silva.

Eduardo Campos era neto de um grande nome da política nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Ele faleceu no dia em que a morte do avô completa nove anos. O socialista iniciou a vida política ainda na década de 1980. Foi candidato a prefeito de Recife, já foi deputado federal e ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro mandato do presidente Lula.

Após difamação a jornalistas, pedido de convocação de chefe de segurança da Presidência é protocolado

12 de Agosto de 2014

O requerimento de convocação ao chefe do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência, José Elito Carvalho Siqueira, foi protocolado no início da tarde desta terça-feira (12/8), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

De autoria do líder do Democratas, Mendonça Filho (PE), o documento (Req. 720/14) pede que o responsável pela segurança do Palácio do Planalto explique quais medidas estão sendo tomadas para apurar o uso de computadores do gabinete presidencial para difamar jornalistas pela internet.

A denúncia foi feita em matéria publicada no jornal O Globo que revelou que os perfis dos jornalistas Carlos Sardenberg e Miriam Leitão na Wikipedia foram alterados com adjetivações negativas sobre o posicionamento crítico de ambos contra a política econômica do governo.

“O mínimo que podemos exigir é a apuração exemplar dos responsáveis. A segurança institucional precisa identificar o autor e punir com a demissão. Qualquer atitude do Planalto que não seja esta será uma afronta à democracia e à liberdade de imprensa do país”, declarou Mendonça.

O democrata também rechaçou as recentes declarações dadas pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, de que as alterações partiram de algum “doidinho”. Para ele o ministro tenta desviar o foco ao desclassificar o autor da difamação.

“É uma tentativa de minimizar ou reduzir a expressão do autor desse ato criminoso praticado no Palácio do Planalto e que precisa de toda a mobilização do gabinete para descobrir e punir o responsável. Isso não é coisa de ‘doidinho”. É um retrato da prática do PT, que aparelha o Estado e confunde a atividade de um servidor público comissionado, em horário de trabalho, com a atitude de um militante político”, criticou.

Informações
Além do requerimento de convocação, Mendonça entrou com mais dois pedidos de informações sobre o caso no Plenário da Casa. O primeiro pede ao Gabinete de Segurança Institucional que explique formalmente que medidas estão sendo tomadas (RIC 4479/14); enquanto o segundo aciona o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para que também preste esclarecimentos sobre de que forma a sua pasta está lidando com o incidente.

Mercado prevê PIB fraco e inflação alta até o final de 2018

01 de Janeiro de 1970

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pib fraco 2

Durante os próximos quatro anos, o Brasil deve crescer abaixo da média da última década, com inflação superior à meta de 4,5% e juros acima de 10%. O próximo presidente terminará o período de governo, no entanto, com números melhores do que os verificados em 2014.

Essas previsões fazem parte da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, que reúne as projeções para a economia de cerca de cem analistas de instituições do setor público e privado.
Essas previsões olham, desde 2001, para um cenário de até quatro anos. Em seu relatório mais conhecido, o BC só divulga estimativa para o ano atual e o seguinte, mas as projeções de longo prazo podem ser obtidas no site da instituição.

Nesta segunda-feira (11), as projeções de crescimento para 2014 e 2015 foram reduzidas novamente, para 0,81% e 1,2% -uma semana antes, elas eram de, respectivamente, 0,86% e 1,50%.

pib fraco
Arte: Folha de S. Paulo

No cenário traçado pela pesquisa, o próximo governo começa com algumas medidas impopulares que não constam no discurso dos principais candidatos.
Haveria forte reajuste de tarifas e preços controlados, de 7% no ano, e pequeno aumento da taxa básica de juros, dos atuais 11% para 12%.
Esses ajustes, segundo as previsões, não representam um choque capaz de derrubar rapidamente a inflação, com efeito recessivo sobre a atividade econômica.
Pelo contrário. A previsão é que a inflação fique em 2015 praticamente no mesmo patamar de 2014, ou seja, próxima do limite de 6,5%. o IPCA encerraria 2018 no meio do caminho entre esse teto e a meta de 4,5%, com a taxa básica de juros em 10%.

Os resultados sobre o crescimento da economia só apareceriam a partir de 2016, com números próximos de 3% até 2018. Esse valor é superior à média do governo atual (cerca de 2%), mas abaixo do verificado nos governos Lula (aproximadamente 4%).

“O próximo presidente terá de trabalhar com esse equilíbrio. Não almejar crescimento imediato, o que não é viável. E equilibrar ajustes para melhorar as perspectivas, mas sem jogar o país na recessão”, diz Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

O economista, que está entre os que mais acertaram previsões no Focus em 2013, prevê aumento “moderado” de desemprego nos próximos anos, mas afirma que isso se deverá mais ao baixo crescimento dos últimos anos do que aos ajustes de 2015.

Walter Maciel, sócio-diretor da gestora de recursos Quest Investimentos, diz que as estimativas da empresa (similares à da média do Focus) consideram tanto uma política econômica que traga de volta a confiança e os investimentos como ações que continuem a levar o país para uma possível estagflação (inflação alta e PIB fraco).

Para ele, ajustes não tão grandes de juros e tarifas, como mostram as previsões, e a sinalização de uma política econômica de reformas para atrair investimentos são suficientes para acelerar o crescimento e reduzir a inflação.

Fonte: Folha de S. Paulo

Com freio na economia, comércio corta vagas

01 de Janeiro de 1970

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lojas fechando

Lojas fecharam 83,6 mil postos de trabalho no primeiro semestre, o pior resultado desde 2007

O fraco desempenho do comércio no primeiro semestre afetou o mercado de trabalho. De janeiro a junho, as lojas demitiram 83,6 mil funcionários mais do que contrataram, segundo dados do Ministério do Trabalho.

“Não foi só a indústria que demitiu mais do que contratou, mas o comércio também”, disse Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio(CNC). Foi o pior resultado para o primeiro semestre desde 2007. Os sinais do início do segundo semestre também não são bons.

“Julho foi um fracasso para o comércio. Está todo mundo reclamando”, diz Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. Segundo a Associação Comercial, as vendas na cidade de São Paulo caí- ram 1,6% em julho em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Esperança no Natal

A contratação de temporários pode salvar o mercado de trabalho do comércio em 2014. A CNC projeta que 130,6 mil temporários serão admitidos no fim de ano.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Indústria do aço agora prevê queda na produção e nas vendas em 2014

11 de Agosto de 2014

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industria de aco

Instituto Aço Brasil cortou a projeção de produção para queda de 2,5%. Já a expectativa para as vendas internas de aço é de recuo de 4,9%

O Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as siderúrgicas instaladas no país, cortou nesta segunda-feira (11) as perspectivas para produção e vendas de aço no mercado interno, após quedas no volume produzido e na comercialização até julho.

A entidade, que havia dito em abril que esperava alta de 5,2% na produção de aço bruto do Brasil este ano, cortou a projeção para queda de 2,5%, a 33,3 milhões de toneladas. Na época, o IABr já admitia a possibilidade de cortar a estimativa diante da performance da economia.

Já a projeção para as vendas de aço no país em 2014 passou a 21,7 milhões de toneladas, recuo de 4,9% sobre 2013. A previsão anterior para essa linha era de alta de 4,1%.

As projeções seguiram-se à divulgação de novos números fracos de vendas do setor em julho. No mês passado, a produção subiu 0,5% ante igual etapa de 2013, para 2,929 milhões de toneladas. Já as vendas do insumo caíram 10,2% na mesma comparação, para 1,739 milhão de toneladas.

No acumulado dos primeiros sete primeiros meses do ano, a produção caiu 1% ante mesma etapa do ano passado, para 19,678 milhões de toneladas, enquanto as vendas recuaram 6%, para 12,467 milhões de toneladas.

Excedente de açõ no mundo
“Fatores sistêmicos que impactam negativamente a competitividade – como a alta carga tributária e cumulatividade dos impostos, custo da energia elétrica e câmbio valorizado – vêm afetando não somente a indústria brasileira do aço como também seus principais setores consumidores”, afirmou o IABr, em comunicado. “No cenário mundial, há ainda um excedente de capacidade da ordem de 600 milhões de toneladas. Em consequência, as exportações devem continuar abaixo da média histórica, as importações em níveis extremamente elevados fazendo com que a utilização da capacidade instalada de produção de aço no país permaneça abaixo de 70%”, acrescentou.

O instituto defende “medidas urgentes de defesa comercial”, incluindo a efetiva implementação de normas de conteúdo local. “A perspectiva é a de que, enquanto perdurarem as assimetrias competitivas do país e o elevado excedente de oferta de aço no mundo, o aço brasileiro continuará tendo dificuldades tanto no mercado interno quanto no internacional”, destaca.

Preços
Mesmo com a forte queda nas vendas, refletindo o ambiente de fraqueza econômica e importações elevadas, o presidente do grupo ArcelorMittal Brasil afirmou não enxergar motivos para a companhia reduzir preços no mercado interno.

Falando a jornalistas, Benjamin Baptista, afirmou que o setor siderúrgico trabalha com perspectiva de desvalorização do real até o fim do ano, o que deve ajudar a conter a entrada de material produzido no exterior.

“Não tem razão nenhuma para mexer agora”, afirmou.

Fonte: G1

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