Presidente do Senado se reúne com líderes partidários para definir composição da Mesa Diretora

05 de Fevereiro de 2019

Na primeira reunião entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), nesta terça-feira (5), ficou definida a composição da Mesa Diretora da Casa: 1ª vice-presidência: PSDB; 2ª vice-presidência: Podemos; 1ª secretaria: PSD; 2ª secretaria: MDB; 3ª secretaria: PSL; 4ª secretaria: ainda indefinida, mas pode ficar ou com o PT ou com o PP. Segundo o democrata, a composição das comissões será decidida em outra reunião de líderes já marcada para a próxima terça-feira (12/2).

Ainda de acordo com o presidente do Senado, as quatro vagas de suplente de secretário ainda estão em negociação. “Estamos construindo um acordo dentro dos critérios que eu estabeleci no meu discurso logo após as eleições. Precisamos pacificar a Casa. Logo, os partidos têm seus interesses e esses interesses estão sendo debatidos democraticamente com o presidente”, frisou Alcolumbre.

A votação para definir as funções na Mesa está prevista para esta quarta-feira (6/2). Se houver acordo, haverá uma única chapa para a composição. “Houve um diálogo aberto e franco em relação à participação dos partidos. Tanto é que, se ainda não se consolidou hoje a composição completa da chapa, é por conta de que eu ainda tenho que conversar com o PDT e PSB para construir essa composição”, finalizou Davi Alcolumbre.

Foto: Sidney Lins Jr.
Texto: Fernanda Domingues

Senadora defende ações que atraiam estudantes que abandonaram a escola

01 de Janeiro de 1970

“Tragédia silenciosa”. É assim que especialistas classificam o cenário do qual fazem parte jovens em idade escolar, mas que por fatores de ordem social estão fora da sala de aula. “Lamentavelmente, essa é uma realidade que afeta o Brasil e da qual estamos longe de sair”, afirmou a senadora, ao defender políticas públicas eficientes e atrativas para que esses adolescentes, cuja maioria tem entre 15 e 17 anos, sintam-se acolhidos e confortáveis no ambiente escolar.

A preocupação da senadora se dá, sobretudo, pelo impacto negativo gerado ao país, pois cada jovem que não completa o ensino médio representa uma despesa da ordem de R$ 100 mil para a sociedade ao longo da vida. Comparativamente, mantê-lo em sala de aula, custaria R$ 5 mil/ano, conforme revelou a pesquisa intitulada ano. A informação faz parte do estudo intitulado “Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de jovens”, divulgado no final do ano passado e que fora realizado pelo Insper, Fundação Brava, Instituto Ayrton Senna e Instituto Unibanco.

“Não é só o impacto financeiro, mas também social uma vez que esses jovens, fora do ambiente escolar, tendem a não ter autonomia financeira, ficando vulneráveis a cenários de riscos, como o envolvimento com drogas”, salientou Maria do Carmo.

Para a parlamentar, a escola continua sendo a melhor alternativa para facilitar a inserção desses jovens no mercado de trabalho, garantindo-lhes autonomia financeira e tirando-os da linha de pobreza. “Estudar é uma forma de dar condições para que eles tenham acesso a emprego e renda, gerando, naturalmente, uma condição de vida mais digna”, afirmou a senadora, ao citar dados que no seu entender, precisam ser avaliados com a máxima atenção.

A senadora sergipana citou, por exemplo, que do total de mais de 10 milhões de jovens de 15 a 17 anos, menos de 9 milhões se matriculam nas escolas, no início de cada ano letivo. Desse quantitativo, 700 mil abandonam a escola antes do fim do ano e 1,2 milhão são reprovados por faltas ou mau desempenho.

O desafio, salientou Maria do Carmo, é investir em políticas públicas assertivas, a começar por uma reforma do modelo de ensino, com o intuito de devolver à sala de aula os alunos que, pelos mais diversos motivos, a abandonaram. “Mantê-lo fora da escola é jogar pelo ralo todo o investimento feito pelo período em que esteve matriculado, uma vez que, sem ao menos concluir o ensino médio, dificilmente, galgará uma condição social favorável”, afirmou a senadora democrata.

Foto: Agência Senado

Na abertura do ano legislativo, presidente do Senado ressalta renovação do Congresso e pede união pelo bem do Brasil

04 de Fevereiro de 2019

Na mensagem da abertura ano legislativo, nesta segunda-feira (4/2), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), disse que a renovação do Legislativo nas últimas eleições é um recado claro das urnas: o povo brasileiro quer mudança. “Pertencemos a uma legislatura que representa a mudança, o novo, a esperança. Muito já se disse sobre as renovações que as eleições de outubro de 2018 impuseram ao nosso país. Trata-se da maior renovação das últimas décadas e uma sinalização do eleitor para a urgente necessidade de uma nova postura de seus representes. É uma mensagem muito clara enviada pelo povo brasileiro”.

Na presença de parlamentares eleitos, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ); da procuradora-geral da República, Raquel Dodge; do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, entre outras autoridades, Davi frisou que a sociedade brasileira está cansada do distanciamento com o poder público e defendeu maior participação popular nas decisões do país.

“O povo brasileiro quer mudanças, quer trabalho, quer segurança, quer educação, quer saúde, quer respeito. Ele quer, acima de tudo, honestidade e comprometimento dos que lidam com a coisa pública”, afirmou Davi. “Temos consciência de inaugurar uma nova fase, uma nova forma de fazermos política. Não há mais espaço para pautas distanciadas da realidade e, tampouco, para o antagonismo entre os poderes constituídos”, acrescentou.

Em relação às reformas estruturais, o presidente do Senado ressaltou, entre as principais, a reforma da Previdência. Alcolumbre defendeu que a pauta seja discutida em conjunto com estados, município e a sociedade. “Não há como nos afastarmos ou nos omitirmos quanto aos ajustes prementes e necessários, como na avaliação de propostas de reformas sensíveis. A primeira delas, diga-se, a reforma da Previdência, de importância vital para o equilíbrio e a sustentabilidade das finanças públicas de todos os entes federados e, em especial, dos estados da nossa Federação”.

Ao finalizar seu discurso, o presidente pediu a união da classe política, do Brasil e dos Poderes. “A união de todos, pelo bem de todos, deve se sobrepor aos interesses individuais e corporativos e construir-se em compromisso com todos os brasileiros. Não podemos nos limitar a meras palavras. O exemplo precisa ser dado por esse Parlamento, em nossa proposições, discussões e deliberações”.

Foto: Sidney Lins Jr.

Rodrigo Pacheco acredita que novo presidente do Senado vai aglutinar interesses do país

02 de Fevereiro de 2019

O democrata Davi Alcolumbre foi eleito neste sábado, em primeiro turno, com 41 votos

O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco (MG), afirmou na noite deste sábado (2/2) que acredita na capacidade do novo presidente do Senado, o democrata Davi Alcolumbre (AP) de defender os interesses da sociedade brasileira. Para Pacheco, o parlamentar amapaense representa a renovação na política e a possibilidade da aprovação de mudanças requisitadas pela população. Davi Alcolumbre foi eleito, em primeiro turno, hoje para comandar a Casa com 42 votos. A votação aberta do pleito deste sábado foi defendida pelo líder da bancada desde o início da sessão preparatória de ontem (1º/2).

“A eleição do senador Davi Alcolumbre, que representa o momento de renovação da política, dito já nas urnas no ano passado, nas eleições, e agora, felizmente, internamente no Senado tivemos a compreensão de entender que uma candidatura como a do senador Davi Alcolumbre é o que a sociedade gostaria de ter. Então, nós estamos muito felizes de ter contribuído para essa empreitada, acreditamos muita na capacidade do Davi de diálogo, de aglutinar e de defender os interesses republicanos do país através do Senado Federal”, disse Rodrigo Pacheco.
Pacheco destaca que tem convicção que com Alcolumbre à frente do Senado Federal será possível eliminar as votações fechadas na Casa, uma das reivindicações mais latentes da sociedade.

“O senador Alcolumbre vai com esse compromisso de colocar em prática aquilo que ele se comprometeu que é fazer uma mudança conceitual no Senado Federal de acabar com esse sigilo que acontece em votações. Então, ele vai com esse propósito de mudança, nós acreditamos muito nisso. É um homem de diálogo, é um homem maduro, apesar da sua pouca idade de 41 anos, mas uma pessoa talhada para ser o nosso presidente do Senado Federal e assim o é pela vontade expressiva da maioria dos senadores e senadoras do Brasil”, concluiu.

Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado Federal

01 de Janeiro de 1970

O democrata Davi Alcolumbre (AP) é o novo presidente do Senado Federal. Após uma sessão extensa neste sábado (2), o senador amapaense foi escolhido em primeiro turno, por 42 votos, entre seus pares para comandar a Casa pelos próximos dois anos. Durante a sessão, candidatos de outros partidos chegaram a renunciar a intenção de disputar a vaga para apoiar o democrata. Foram eles: Simone Tebet (PMDB-MS), Tasso Jereissatti (PSDB-CE), Álvaro Dias (Podemos-PR) e Major Olímpio (PSL-SP).

Quando percebeu que seria derrotado por Davi, Renan Calheiros (PMDB-AL) subiu à tribuna e anunciou que também abriria mão de sua candidatura. Mantiveram-se candidatos os senadores Reguffe (Sem partido-DF), Esperidião Amin (PP-SC) e Fernando Collor (Pros-AL).

Durante seu discurso, Davi Alcolumbre disse que sua candidatura tinha como principal objetivo renovar a direção do Senado, dando mais transparência aos atos do Senado Federal e mais atenção ao apelo popular. “Devemos ser a voz da República. A República é o povo brasileiro e esse povo clama por um novo modo de fazer política: mais democrático, mais igualitário e com a participação cidadã”, frisou o senador pelo Amapá. “E somos nós, como representantes do povo, que devemos ser os primeiros a acreditar que podemos fazer do Brasil muito maior do que ele já é e trabalhar todos juntos para isso”, acrescentou.

Alcolumbre também afirmou estar ciente dos principais desafios como presidente do Senado, mas acredita que, com união e vontade de trabalhar, é possível retomar a credibilidade do Legislativo e o crescimento do país. “Sei que grandes desafios estarão a minha espera também. Sei que não estarei sozinho e que este será apenas o primeiro de muitos desafios para a renovação e transparência que queremos no Senado e no Brasil como um todo”, frisou.

O novo presidente do Senado afirmou ainda que o Congresso Nacional terá papel fundamental para conduzir as reformas que o Brasil precisa e retomar a confiança da população brasileira na política. “Os desafios do atual momento brasileiro são imensos: por um lado, a complexa crise fiscal, que exige reformas urgentes para corrigir as distorções fiscais ao longo dos anos. Por outro lado, a profunda crise política que minou a confiança do cidadão nos políticos e na política, reinventando a relação entre eleitor e seus representantes”, destacou. “Para enfrentarmos os desafios, o Senado Federal deve estar sustentado nos pilares da independência, da transparência da austeridade e do protagonismo”, finalizou.

Biografia

Davi Alcolumbre tem 41 anos e nasceu em Macapá (Amapá). Foi o vereador mais jovem da capital amapaense, aos 23 anos, e cumpriu três mandatos de deputado federal. Em 2014, foi eleito senador com 131 mil votos.

Foto: Sidney Lins Jr.

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