Composição do Senado vai de 15 para 21 partidos

As eleições mudaram a correlação de forças no Senado, composto por 81 parlamentares. O MDB continua com a maior bancada da Casa. Mas o partido que iniciou a sessão legislativa em 2015 com 19 representantes (23,45% do total) deve começar 2019 com apenas 12 senadores (14,81%). Em seguida, aparecem PSDB, com 8 senadores (9,87%); PSD, com 7 senadores (8,64%); e DEM e PT, com 6 senadores (7,40%) cada um.

Das cinco maiores bancadas em 2019, três perderam senadores em relação a 2015. O PT sofreu o maior revés: uma queda de 13 para 6, seguido do MDB e do PSDB, que passou de 11 para 8. Já o DEM cresceu de 5 para 6 senadores, enquanto o PSD saltou de 4 para 7.

O resultado das urnas indica pulverização de partidos. A Casa começa a próxima sessão legislativa com 21 legendas. Em 2015, eram 15. A novidade fica por conta de Podemos, Rede, PSL, PHS, Pros, PRP, PTC e Solidariedade, que não tinham parlamentares em 2015. Atualmente a Rede já contava com um senador, Randolfe Rodrigues (AP), que foi reeleito e agora será acompanhado por mais quatro correligionários. PCdoB e Psol ficam sem representantes.

Ontem foram eleitos 54 senadores, dois terços da Casa. Mas as eleições estaduais também contribuíram para mudar a composição. O senador Ronaldo Caiado (DEM) foi eleito governador de Goiás e deixa como suplente Luiz Carlos do Carmo (MDB). O senador Gladson Cameli (PP), eleito governador do Acre, tem como suplente Mailza Gomes (PP).

Três senadores disputam o segundo turno para governos estaduais no dia 28 de outubro: Antonio Anastasia (PSDB-MG), Fátima Bezerra (PT-RN) e João Capiberibe (PSB-AP).Outros dois senadores que estavam em campanha nacional retornam à Casa para mais quatro anos de mandato: Alvaro Dias (Pode-PR), que concorreu à Presidência, e Kátia Abreu (PDT-TO), vice do candidato Ciro Gomes (PDT). Ana Amélia (PP-RS), vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), encerra seu mandato.

Texto e foto: Agência Senado