CPI da Lava Toga serviria apenas para provocar uma crise sem precedentes no país, diz Rodrigo Pacheco

10 de Abril de 2019

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Líder do Democratas demonstrou que os 13 itens elencados na CPI para suposta apuração no Senado não se justificam e teriam como resultado o impedimento de reformas para desenvolvimento do país

O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco, mostrou, com argumentações consistentes que não se justifica a realização da CPI da Lava Toga. Em sessão da Comissão de Constituição e Justiça, o senador afirmou que essa comissão apenas teria o propósito de provocar uma crise institucional sem precedentes que afetaria a governabilidade e a promoção de reformas fundamentais para o desenvolvimento do país. A CCJ aprovou, nesta quarta-feira (10/4), por 18 votos a 7, parecer confirmando decisão da presidência do Senado que indeferiu a criação do colegiado. Pacheco acredita que o Judiciário comete erros, que precisam ser corrigidos, mas não por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Em sua fala, o parlamentar destrinchou cada um dos 13 itens elencados no requerimento como objeto de suposta apuração por uma CPI e demonstrou que não se sustentam para efetivar os trabalhos de uma comissão.

“Os 13 pontos não se sustentam e não justificam uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Embora, muitos erros hajam no Supremo Tribunal Federal, muitos erros hajam no poder Judiciário e que precisam ser evidentemente reformulados. Ninguém, mais do que eu, viveu no exercício profissional da advocacia, na militância da Ordem dos Advogados do Brasil identificando esses erros. Mas, não considero que essas mazelas que precisam ser corrigidas mereçam, nesse instante, uma comissão parlamentar de inquérito para instaurar uma crise sem precedentes nesse país, que vai contaminar sim a governabilidade, vai contaminar o governo do presidente Jair Bolsonaro e atrapalhar tudo que nós estamos propondo fazer que é consertar esse país para gerar emprego para essas pessoas, para gerar desenvolvimento econômico para esse país. Essa CPI, portanto, não é cabível”, argumentou.

Pacheco rebateu ainda a justificativa de que a CPI seria um clamor da população brasileira. “Me assusta muito quando se fala a respeito da vontade do povo brasileiro de se ter uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Me perdoem. O povo brasileiro quer o combate a corrupção, quer o progresso, quer a punição daqueles que sejam culpados, mas não quer necessariamente uma CPI, qualquer que seja ela, que soe como espetáculo como algo absolutamente inútil aos propósitos a que se propõem”, afirmou. “Também me assusta muito algumas mensagens dizendo: e a CPI da Lava Toga? Mas ninguém me pergunta como está a CPI de Brumadinho que apuras a morte de 300 pessoas no meu estado de Minas Gerais”, completou ao se referi da comissão que apura as causas do desastre da queda da barragem em Brumadinho, em janeiro deste ano.