Gleisi comete crime de lesa-pátria ao enviar vídeo a Al Jazeera pedindo interferência na situação de Lula, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), classificou como crime de lesa-pátria a atitude da senadora petista Gleisi Hoffmann (PR) de gravar um vídeo para a TV Al Jazeera “denunciando” uma suposta perseguição política sofrida pelo ex-presidente Lula. Para Caiado, a ação da senadora é uma afronta a soberania nacional ao pedir que outros países interfiram em decisão tomada por instituições brasileiras legalmente constituída, no caso o Judiciário que condenou e determinou a prisão do ex-presidente.

“O vídeo é uma verdadeira afronta à soberania nacional. É um crime de lesa-pátria, é uma irresponsabilidade ímpar de uma pessoa que se acha no direito de pedir a intervenção de outros países sob uma democracia consolidada. País em que a ex-presidente Dilma foi cassada por corrupção e o ex-presidente Lula está preso por ter assaltado todas as estatais no País, roubado até os aposentados, os fundos de pensão, o BNDES, Petrobras. E querer agora lançar uma campanha mundial para tentar vitimizar o ex-presidente Lula? Chega à beira do ridículo”, disse Caiado.

Na opinião do senador é absurdo a petista responsabilizar a imprensa pela condenação de Lula e assemelha a atitude de Gleisi às práticas autoritárias adotadas pelo governo venezuelano.

“Olha, é uma afronta ao Judiciário, à Procuradoria Geral da República. Até ao decoro do Senado Federal uma atitude como essa. É algo realmente que é muito semelhante à prática venezuelana. O que eles queriam é imaginar que podiam amanhã aqui entrar com seus cubanos, que hoje praticam os assassinatos de todo grau de violência contra o povo venezuelano, que são conhecidos como os coletivos. Então, por isso, eu quero deixar clara a nossa indignação a um partido que não aprendeu a lição que o povo brasileiro lhe deu, que é a não conivência com a corrupção e com a má utilização do dinheiro público. O PT não só foi derrotado nas barras da Justiça como também será derrotado nas urnas em 2018”, concluiu.

Foto: Sidney Lins Jr.