Maria do Carmo comemora aumento de mulheres no comando de empresas no Brasil

20 de Novembro de 2019

A senadora Maria do Carmo Alves (SE) destacou o crescimento das mulheres no comando de negócios no Brasil. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), pouco mais de 43% delas estão à frente de empreendimentos, revelando um crescimento da ordem de 124% entre 2013 e 2018. O cenário nacional, também, se repete em Sergipe, onde 95,8 mil mulheres são proprietárias de negócios.

 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, dos quase 49 mil microempreendedores sergipanos, 48% são mulheres. “Vários fatores favorecem essa realidade. Desde as várias jornadas que as mulheres precisam empreender no seu dia-a-dia, considerando as multitarefas que, por necessidade, assumem, até a dificuldade concreta de encontrar um emprego formal”, apontou a senadora por Sergipe.

 

Outro elemento destacado por Maria do Carmo diz respeito à desigualdade salarial que, ainda, persiste entre os gêneros, embora as mulheres trabalhem mais e invistam mais em capacitação. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, no mês de agosto, confirma que elas empreendem mais do que os homens, mas ganham, em média, 22% a menos. O salário médio mensal de uma mulher é de R$1.831,00.

 

Essa diferença, de acordo com a análise da pesquisa, está ligada diretamente à questão da maternidade e família. “É que grande parte dessas mulheres divide o seu tempo entre o negócio e os afazeres domésticos e às responsabilidades com os filhos que nem sempre são compartilhadas. Isso pesa muito”, disse Maria do Carmo.

 

Como consequência, os números mostram que 49% delas comandam negócios que duram entre três e cinco anos. As que têm empreendimentos mais duradouros e estabilizados são 43%. “Por conta dos afazeres e dos vários papeis sociais que precisam desempenhar, a pesquisa revela que as mulheres se dedicam menos de 31 horas por semana aos negócios, enquanto os homens por estarem mais livres e focados em um único ponto, ficam cerca de 38 horas”, citou Maria, ao defender políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo feminino, visando o fim da desigualdade, “afinal, muitas dessas mulheres chefiam os seus lares e sustentam integralmente as suas famílias”.