Rodrigo Pacheco convoca audiência para discutir nível de água de Furnas

11 de Fevereiro de 2020

BRASÍLIA – O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou, nesta terça-feira (11), em plenário, que promoverá audiência pública com representantes do setor elétrico para debater o baixo nível de água da Represa de Furnas, no Sul de Minas Gerais. Em dezembro, o reservatório estava com 12,23% de sua capacidade. O parlamentar apresentará, nesta quarta-feira (12), à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), requerimento convocando os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS); da Agência Nacional das Águas (Ana); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama); e de Furnas Elétricas para cobrar soluções para a situação do baixo nível da represa.

 

De acordo com Rodrigo Pacheco, Minas Gerais não pode mais esperar por uma solução para a situação do reservatório. Desde o ano passado, o senador busca explicações técnicas sobre o baixo nível da água. Em dezembro, Pacheco se reuniu, em seu gabinete, com os diretores da Aneel e do ONS, mas não se convenceu com as justificativas dadas. “Parece que há certa omissão dos órgãos sobre a situação do reservatório. Por isso, apresentarei um requerimento para fazer essa audiência pública a fim de entender o porquê dessa situação tão calamitosa no nosso estado e quais as sanções necessárias para remediar isso”, destacou o senador.

 

Segundo Rodrigo Pacheco, informações “oficiosas” dão conta que o baixo nível da represa se dá em consequência da necessidade de vazão do Lago de Furnas – maior extensão de água do estado – para abastecer a hidrovia do rio Tietê, em São Paulo. “Ninguém discute a importância do rio Tietê para o estado de São Paulo e para o Brasil. No entanto, o Lago de Furnas é de suma importância para o estado de Minas. Por isso, vamos convidar todos para estarem no Senado para poderem esclarecer os motivos pelos quais, mesmo com tanta chuva em Minas, o nível da água do reservatório continua baixo. E vamos encontrar soluções. Que possamos sensibilizar, inclusive, o governador João Doria sobre essa obra no Tietê, que beneficiará São Paulo, mas que não pode prejudicar Minas Gerais”.

 

Rodrigo Pacheco lembrou ainda que o baixo nível de água da represa em Minas tem afetado a vida de mais de 500 mil pessoas, em dezenas de municípios mineiros, como Carmo do Rio Claro, Alfenas, Formiga, Capitólio, São José da Barra, entre outros. O senador destacou ainda que as águas dos reservatórios não prejudicam somente a produção de energia elétrica, mas todo o desenvolvimento regional. “Muito municípios dependem do nível do Lago de Furnas para produzir na lavoura, na piscicultura; para poder gerar turismo, um dos principais do estado de Minas. Precisamos debater ações concretas para remediar essa situação do reservatório em Minas Gerais”.

Foto: Agência Senado