Senado instala CPI da Covid-19 e líder do DEM diz que coerência deve reger os trabalhos

27 de Abril de 2021

O Senado Federal instalou, nesta terça-feira (27), a comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a condução do governo federal no combate à Covid-19 e o uso de verbas federais transferidas a estados e municípios durante a pandemia. Com o prazo de funcionamento inicial de 90 dias, a CPI conta com 11 membros-titulares e sete suplentes. Do Democratas, o líder Marcos Rogério (RO) representará o partido no colegiado. Segundo o parlamentar, equilíbrio, responsabilidade, moderação e coerência deverão reger os trabalhos da CPI.

O senador disse ainda que a sociedade brasileira aguarda não somente respostas claras sobre as ações do governo federal durante a crise, mas também sobre a utilização dos recursos transferidos para estados e municípios na pandemia. “Os fatos devem falar mais alto que as questões pessoais e políticas. Toda investigação séria tem que ter esses requisitos: moderação e responsabilidade. Nenhum dos lados deve pré-julgar. Vamos ter 90 dias para perseguir os fatos. Nosso dever maior é com o país, com Estado Nacional, com a República”, afirmou Marcos Rogério. “É preciso dar respostas à sociedade, tanto sobre as ações do governo federal quanto do que foi feito com o dinheiro, o caminho dele, onde chegou, como foi utilizado”, acrescentou.

Em sua primeira reunião oficial, a CPI elegeu os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) presidente e vice, respectivamente, da comissão. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi escolhido como relator. Também são membros da CPI os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Girão (Podemos-CE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Jorginho Mello (PL-SC) e Humberto Costa (PT-PE).

 

Foto: Agência Senado